O aniversário é um dia especial apenas pelo seu simbolismo: completam-se 17 anos desde o preciso dia em que nasci. Contudo, fazer anos não é só comemorar a nossa existência passado algum tempo sobre o primeiro “olá” à Terra. A partir de uma certa idade, ser aniversariante começa a acarretar algumas responsabilidades.

Com os 16 vem alguma consciência, mas aos 17, a um ano de ser “maior e vacinado”, a pressão da civilização contemporânea aumenta. Se há coisas que a uma pessoa com 16 anos ficam bem, a uma de 17 talvez já não – e estamos a falar de um mero número, mas que muda algumas coisas.

Gostava de continuar com 16 anos mais alguns meses. Já sinto os anos a passarem por mim ao mesmo tempo que as minhas mãos fraquejam ao tentar agarrá-los.

Ontem tinha 16 anos, hoje já tenho 17. Algumas horas passaram e um mero número mudou. Um número tristemente mais importante que todos os dias que demorei a chegar-lhe.

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  1. Fábio Maia
    on January 11th, 2010

    Mas tu não fizeste anos ontem?

  2. LVSITANO
    on January 11th, 2010

    Yup, foi ontem.

  3. Fábio Maia
    on January 11th, 2010

    Ah bom OK, fiquei foi confuso por causa disto: "Ontem tinha 16 anos, hoje já tenho 17."

  4. LVSITANO
    on January 11th, 2010

    Ontem foi o dia em que fiz 17, por isso, teoricamente ontem também tive 16. :)

    Btw, a tua prenda já está na minha parede.

  5. LVSITANO
    on January 11th, 2010

    Testing new avatar.

  6. andrecoroado
    on January 11th, 2010

    Assim é outra história. Agora entendo melhor a tua negatividade parcial face ao teu aniversário. Ainda assim, acho que muitos pontos merecem ser analisados nesta questão:

    Quando falas num aumento da responsabilidade associado ao teu aniversário, não deixas de ter razão. Como referi num comentário anterior, o teu aniversário simboliza o aumento da tua experiência de vida, e isso tem de acarretar responsabilidades. Ora este acréscimo de responsabilidade é um sinal de crescimento, significa que estás a ficar mais maduro, e cada vez mais apto para dar o teu contributo para a humanidade.

    Para além disso, os 17 anos serão certamente uma idade interessante, uma continuação de tudo o que veio para trás, mas numa perspectiva mais adulta, como uma última etapa de preparação para a entrada na maioridade. Indubitavelmente propícios a experiências inesquecíveis, devem ser aproveitados sem olhares saudosistas em direcção ao passado, caso contrário só darás valor aos 17 anos quando eles já tiverem passado, criando um novo saudosismo, e assim sucessivamente. Não me parece que isto aconteça contigo.

    Para além disso, como o Pedro Pereira disse ontem no seu blog, não vale a pena nutrirmos desejos desesperados pelos tempos de outrora. Devemos aproveitar cada momento da nossa vida como se fosse o último e desfrutar de tudo o que ela tem para nos dar. E essa nostalgia associada a tempos passados pode sempre ser combatida com instantes de expressão da nossa infantilidade, como aconteceu hoje.

    Por fim, só mais uma coisa: fazer anos é sinal de que estás vivo. Só pode ser positivo!

  7. @faviouz
    on January 11th, 2010

    Bem quanto à posta, concordo nalgumas coisas. Também não gosto de dar muito nas vistas. Tipo aquelas pessoas que fazem gandas convites tudo muito bem elaborado, festas com balões e o crl (embora nestas idades 14-15 começe a ser menos frequente). Já não faço nem vou a muitas festas, pelo menos de aniversário. Só mesmo à dos amigos que nos conhecemos há muito. E se fizer é uma coisa simples, 4 gajos (eu e os outros 3 da vigueirada), cinema, McDonalds. Tá feito.

  8. LVSITANO
    on January 13th, 2010

    Just like me. :)

    Btw, a expressão não é bem essa. É "os três da vida airada", Cocó, Ranheta e Facada, e penso que foi inspirada num famoso filme lisboeta de 1952. :)

  9. LVSITANO
    on January 13th, 2010

    Eu concordo plenamente com o teu comentário. Não fico preso ao passado nem desespero por ele – esperar pelo passado é estranho, não pode haver esperanças de ele voltar.

    No entanto, momentos de nostalgia são bons e eu gosto particularmente deles, embora também neles e sobre eles fantasie um pouco.

    Obrigado pelo comentário!

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