Não acho que o blog deva manter uma postura sempre formal, muito menos que tenha de escrever posts sempre longos. Às vezes vêm-me à cabeças situações ou frases estranhas, ou estúpidas, que não há mal em deixar aqui registado.

Por exemplo, e para começar, não é nada agradável cruzar as pernas (nesta posição) debaixo da secretária da sala de aula e sentir as pastilhas elásticas a roçarem na perna. Nunca achei muito higiénica essa atitude de colar pastilhas elásticas usadas sob o tampo da mesa. Quem sabe quantos anos já terão algumas delas…

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Não podendo escrever muito até ao final do 2º Período, por estar entupido com testes, hoje decidi partilhar um vídeo espectacular que encontrei hoje.

Enquanto me actualizava através das redes sociais em que estou inscrito, deparei-me com um dos vídeos mais bem sucedidos dos últimos dias. Teve a ajuda de uma eficaz divulgação, mas o mérito deve incidir principalmente na qualidade da mensagem transmitida: abraça a vida, usa o cinto de segurança.

Se quiserem ler a totalidade da peça no Jornal de Notícias, podem fazê-lo aqui. Destaco, no entanto, algumas passagens:

Filmar na sala de estar de uma família, representa os sentimentos que muita gente equaciona no próprio carro, o qual representa um nível de segurança e protecção em relação ao mundo exterior (…) Quis dar tempo ao espectador para respirar e absorver a mensagem, por isso o uso da câmara lenta era a técnica ideal.

A chave para a criação deste filme era colocar o foco numa mensagem que não tivesse uma abordagem habitual de chocar e assustar a audiência.

As duas passagens foram proferidas por David Cox, realizador do anúncio.

Na minha opinião, esta campanha será um sucesso social. Embora se foque no ambiente familiar, a protecção rodoviária toca a todos aqueles que utilizam o carro para se transportar no dia-a-dia. A mensagem mais importante do vídeo é, para além da recomendação do uso do cinto de segurança, a de que um gesto tão simples como viajar seguro no carro pode ser determinante em caso de acidente de viação.

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Lembram-se do meu sentimento de paternidade? Embora sabendo que este é um website que não terá grande interesse para a maioria dos leitores, vou tomar a liberdade de o anunciar aqui, porque isso gera tráfego de links e ajuda-o a obter uma posição melhor nos motores de busca.

Coloquei online um dos projectos que referi nesse post, o Pokémon Portugal. Como se pode adivinhar pelo nome, o Pokémon Portugal é um website sobre Pokémon cujos conteúdos são produzidos inteiramente pela enorme comunidade portuguesa entusiasta deste fantástico jogo. Agora, para dar um breve insight de como foi o processo que levou à criação deste novo espaço, apresento-vos uma breve história.

A origem da comunidade portuguesa de Pokémon remonta a Março de 2007, altura em que foi criado o primeiro fórum de Pokémon em Portugal, o PokéFórum-PT. No entanto, algumas confusões, muitas vezes geradas pela imaturidade dos jovens membros, levaram a que um grupo isolado de utilizadores tentasse criar também a sua comunidade. Foi então que surgiu o Poké Planeta.

Poké Planeta veio a revelar-se um excelente local de troca e partilha de conhecimentos. Num ambiente saudável e amigo, os membros viviam em paz. Contudo, passados 4 meses sobre o dia da abertura ao público, decido encerrar o projecto por falta de disponibilidade para lhe dar continuidade.

Alguns anos depois disso, antigos companheiros que tinha formado no PokéFórum-PT e no Poké Planeta sugeriram-me a hipótese de criar, de novo, um projecto Pokémon, mas desta vez apenas um site, sem fórum. E é então que, num ápice, me despacho a pôr o Pokémon Portugal em pé, em honra dos tempos passados, e pela saúde dos tempos futuros.

Actualmente, o conteúdo que o Pokémon Portugal serve é escrito e produzido pelos simpáticos e colaboradores membros do PokéFórum-PT, com quem este site formou uma parceria íntima.

Com o meu conhecimento técnico e internáutico, acredito que este website possa ter um futuro risonho. A comunidade do PokéFórum-PT tem sido determinante em fornecer os artigos, facto pelo qual lhe presto os mais sinceros agradecimentos.

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Pois é, qual é o lisboeta que não se lembra dos “laranjinhas”? Os míticos Volvo B10R que transportaram os alfacinhas diariamente na sua atarefada rotina certamente deixaram saudades aos adeptos mais fervorosos de autocarros (em particular, da Carris).

Sem questionar a qualidade dos novos veículos, a nostalgia que despertam as fotos destas máquinas adquiridas nos anos 80 é enorme, daí que me seja impossível ficar indiferente.

Agora estou em vias de concretizar um desejo que há muito tinha: ficar com uma recordação física destes fantásticos autocarros, para juntar às boas memórias que tenho desse tempo. Já entrei em contacto com os organismos sociais da Carris a fim de conseguir adquirir… A bandeira de um destes autocarros! A bandeira é o dispositivo que apresenta o número da carreira e o destino a que se dirige. Antigamente as bandeiras eram feitas com um grande pano, onde estavam escritas as paragens terminais, e que tinha de se rodar manualmente de cada vez que a carreira invertia o percurso.

Hoje em dia, como sabemos, as bandeiras são painéis de lâmpadas LED, daí que seja tão especial esta recordação dos painéis antigos. O companheiro internáutico busorganist conseguiu um destes dispositivos, como podem apreciar neste post magnífico: Volvo B10R. Agora sou eu quem anda atrás de um tesouro como aqueles e espero sinceramente consegui-lo sem grandes encargos. Conto com a disponibilidade da Carris (sempre simpáticos, diga-se de passagem) para me ajudar a realizar este pequeno sonho.

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Este ano realiza-se em Óbidos o Festival Internacional de Chocolate de 2010. A tentadora feira apresenta todas as aplicações do chocolate, havendo constantemente inovações no emprego deste saboroso estimulante, do qual sou manifesta e assumidamente dependente! Relativamente à diversidade de actividades, há para todos os gostos: workshops, teatro e exposições.

Eu gostava de aparecer por lá este fim-de-semana, até para conhecer a Linha do Oeste, dado que é uma linha ferroviária que me desperta muito interesse. Dedicaria o Sábado a esta exploração para ir sem constrições de tempo. Aproveitava, tirava umas fotos e fazia uns vídeos nos comboios.

Podem consultar todas as informações no site oficial do evento.

PS: apaguei o psot anterior porque os assuntos lá abordados eram demasiados e nenhum foi convenientemente desenvolvido; prefiro explorá-los individualmente com mais atenção noutra altura.

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Tens aquele espírito curioso especial? Então decerto já te interrogaste acerca da forma como os políticos elaboram os seus discursos públicos.

Recorrem a inúmeras técnicas argumentativas e retóricas para conseguirem persuadir o seu auditório – isto é, convencê-lo, através da apresentação de razões válidas, de que têm razão nas propostas que apresentam ou pretendem viabilizar.

Mas só isso não chega, e é por isso que hoje vos apresento o Gerador de Lero-Lero (ou como eu lhe chamo, o Gerador de Verborreia): O Fabuloso Gerador de Lero-Lero! (não funciona com o Chrome, mas com o IE consegue trabalhar-se bem). Para terem uma ideia do quão bestial é esta ferramenta, apresento-vos um pequeno texto acerca da Rede Ferroviária de Alta Velocidade:

Pensando a longo prazo, a competitividade nas transacções comerciais obriga-nos à análise das directrizes de desenvolvimento para o futuro. Por outro lado, a mobilidade dos capitais internacionais cumpre um papel essencial na formulação dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a contínua expansão da nossa actividade, pode levar-nos a considerar a reestruturação do orçamento sectorial. Gostaria de enfatizar que a complexidade dos estudos efectuados facilita a criação das regras de conduta normativas.

Belissimo! Em 6 linhas de texto não se diz absolutamente nada, adormece-se o auditório e tem-se boa nota pela excentricidade económica das palavras. Recomenda-se precaução a utilizar estes meios desonestos para impressionar a professora.

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Este é o mais recente inquilino cá da casa. Ainda não tem nome, mas espera-se que com a evolução do seu crescimento consigamos encontrar-lhe uma identidade propícia.

Se ainda estão intrigados com o que está na imagem, não se assustem. É uma substância orgânica vulgarmente denominada “kefir”. Biologicamente, é uma gigantesca colónia de lactobacilos (bactérias) e leveduras (fungos) que quando é mergulhada em leite produz uma fermentação muito particular.

Para encontrar alguém que me cedesse uma porção de kefir foi complicado. Já tinha tentado na internet, sem sucesso, e os conhecimentos irl para estas questões não abundavam. Foi então que o filho da uma auxiliar lá da escola, que é da minha turma, me ouviu a falar sobre o kefir e se manifestou sobre isso. Felizmente, a sua mãe tomava kefir e a partir daí tornou-se fácil ter acesso a este importante componente probiótico.

Para já ainda não vou falar muito sobre o kefir. Este post serve apenas para relatar a hospitalidade com que toda a casa recebeu o novo morador. Como requer tratamentos especiais, tive de dar uma palestra à família sobre como cuidar deste simpático “bichinho”. Ultimamente a minha avó interroga-me todos os dias de manhã “Já trataste da criança?”. Na minha opinião, a personificação de objectos ajuda em larga medida a prestar-lhes mais estima.

É com base nesse pressuposto que vou acompanhar o crescimento (sim, isto multiplica-se indefinidamente!) do novo companheiro para mais tarde lhe dar um nome como merece.

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Esta tarde fui, na companhia do meu pai e irmãos, provar os famosos e prestigiados croissants da Pastelaria “O Careca”, no Restelo. Sendo esta pastelaria um dos ex-líbris gastronómicos de Lisboa, não é difícil de adivinhar o volume de clientes que tem diariamente.

Os croissants servidos neste estabelecimento tornam-se peculiares pelo facto de serem oferecidos quentes, em virtude de haver novas fornadas com grande frequência. Um dos maiores segredos é a receita, que é mantida em sigilo há mais de 30 anos e que tem vindo a ser continuamente melhorada ao longo das décadas.

São elaborados com a usual massa folhada, polvilhados com açúcar ligeiramente cristalizado no topo e entregues ao consumidor com um apetitoso aspecto de delícia divina. Assim que trincamos a obra culinária, somos invadidos por uma sensação de conforto proveniente da temperatura interior da massa folhada. Logo a seguir ao ameno calor apercebemo-nos do saudoso sabor da manteiga embutida na massa, que por esta altura já se defaz e se agarra ao céu da boca, para nos obrigar a sofrer aquele prazer recheado de culpa.

Os grãos de açúcar acabam por adocicar o bolo alimentar que não quer seguir caminho, por estar tão bem envolvido pela gula insaciável. Esta porção de paraíso não é grande nem é barata. O croissant simples leva-nos a lá deixar 1€, numa primeira fase. A segunda fase começa quando o primeiro croissant acaba, pois o recém-viciado organismo quer mais daquela droga prazerosa.

Se quiseres visitar esta casa, basta seguir viagem até à Rua Duarte Pacheco Pereira, no bairro do Restelo. Bon appétit!

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Após uma fantástica palestra intitulada “GPS e a Teoria da Relatividade“, realizada pelo nobre professor Paulo Crawford, que teve lugar na minha ilustre escola, decidi rumar ao lar para preparar o fim-de-semana da melhor forma. Apanhei, como sempre, a carreira 113 da Lisboa Transportes (Estação de Belém <–> Amadora), para me deslocar a casa.

Cinco minutos e duas paragens à frente começou o episódio que transformaria totalmente a viagem. Na paragem do centro comercial Alegro entram sempre muitas pessoas no autocarro, e hoje não foi excepção. Por entre o aglomerado humano que invadia o pesado de passageiros, surgiu uma senhora que mostrou o passe com pouca clareza, o que motivou o motorista a pedir-lhe que mostrasse o documento de novo. A senhora não vai de modas e esfrega o seu passe na cara do motorista. Este, indignado, dá-lhe uma palmada no braço de modo a que o deixasse de incomodar. A mulher, convicta de que tinha agido da melhor forma, começa a agredir veemente o tripulante, e na presença de resposta, gerou-se ali um enorme conflito em que mais passageiros tiveram de se envolver.

A viagem prosseguiu. A senhora, já sentada, continuava a barafustar com o motorista. O condutor, visivelmente irritado, fazia reflectir na direcção do veículo o seu tumultuoso estado de espírito. E é à boca de Alfragide que o inesperado acontece. O tripulante desvia a sua rota, entra na freguesia e dirige-se à esquadra!

A revolta popular instala-se. Os passageiros, cada um da melhor forma que sabe, expressa a sua indignação, porque está a ser incluído numa confusão da qual não pretendia fazer parte. Comentários ouvem-se vindos de todas as direcções. A pivot do caos manifesta-se mais agressivamente, provocando reacções consonantes nos outros passageiros. Cada vez mais atarantado, o motorista perde as estribeiras, pára no meio de uma movimentada rotunda e começa a violentar a buzina do autocarro.

Repentinamente saem da esquadra cerca de 15 agentes da autoridade, alertados, já armados e com os bastões em punho! Os heróis da segurança interrompem toda a circulação, cercam o autocarro e irrompem austeramente pela porta dianteira, procurando apaziguar o conflito. Apercebendo-se que a situação era de fácil resolução, recolheram algumas das tropas e ficaram mais uns minutos a resolver o problema. A senhora acabou por ser obrigada a abandonar o veículo, e lá prosseguimos viagem. No meio disto tudo, conheci uma simpática rapariga com quem ia mantendo algumas confissões e desabafos sobre o que se estava a passar. Ambos pensávamos que já tudo tinha acabado.

Mais de meia-hora corria sobre o sucedido inicialmente quando o veículo retomou a marcha normal. Agora surge-me um imprevisto inédito: um senhor idoso mira-me ferozmente, fazendo expressões sedutoras. Após uma troca de olhares auspiciosa, o velho começa a gesticular com a boca o seu número de telemóvel. Atónito e sempre simpático, pergunto-lhe sorrateiramente o que é que o levou a pensar que eu queria o número dele, ao que ele responde “Para conversarmos um bocadinho…“, fazendo um jogo de palavras e olhares persuasor. Começo a entrar em pânico (aka: adrenalina começa a ser bombeada para o meu aventurado sangue), porque me apercebo que estou a ser alvo de assédio. Depois de muito lhe negar as tentativas de contacto, o obsoleto homem tenta mais: escreve o seu número num bloco de notas, e por entre piscares de olho e gestos obscenos, manifesta a intenção de vir ter comigo, a fim de acabar com os 5 metros de distância entre nós. A minha forma de resolver o problema foi muito simples: antes de a confusão ter ido parar à esquadra operacional da polícia de Alfragide já tinha accionado o botão “STOP“, para o autocarro efectuar paragem no local onde costumo sair.

O trapo humano, pensando que também eu sairia na Amadora, não esperou que eu fosse o único passageiro a sair em Alfragide. E de forma dissimulada, enquanto me despedia da minha nova amiga, aproveitei o célere fechar de portas do autocarro para me pôr a milhas do velho. O nojo que me provocou o assédio é dificilmente descrito por palavras, mas tenho de concordar que foi inteligente da parte dele aproveitar-se do insólito conflito para explorar a fraqueza de uma eventual vítima.

Moral da história? Não dá para evitar confusões quando os intervenientes não querem saber da cordialidade e respeito. Quanto à última parte… Pedófilos há em todo o lado. No comboio, no autocarro, na própria casa, na escola. Na rua. Há que saber reagir quando alguma vez nos virmos forçados a enfrentar um destes “doentes”.

Nota: Esta viagem aconteceu na Sexta-Feira, a razão de estar a publicar este post hoje (Domingo, 00:30), prende-se com o facto de só o ter concluído no Sábado (embora a data de publicação o dê como publicado no Domingo).

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Hoje experimentei, pela primeira vez, fumar.

Durante a minha vida de aluno já tinha tido várias oportunidades de concretizar esta experiência, mas um pesado bloqueio moral condicionava o meu arbítrio de cada vez que pensava em inspirar os fumos provenientes de um cigarro.

A coisa foi um bocado bizarra. Fiquei a olhar para o cigarro antes de me lançar ao dito, pensando cá para mim “OK, não acredito que vou fazer isto”. Mas lá levei o veneno aos lábios e inspirei os seus vapores. Não achei nada de especial, foi um bocado do género “Ah, é isto?”.

O “sabor” é idêntico ao cheiro, mas em vez de se sentir no nariz, sente-se nos pulmões. Dá uma sensação de calor reconfortante na faringe, e esse deve ser um dos motivos que leva ao vício pela nicotina. Mas é por ser muito consciente que sei que esta foi uma experiência one-time only. Já está concretizado, não preciso de voltar a sentir a mortalha.

No entanto, não posso dizer que fiquei chocado. A leveza do vapor fá-lo tão inocente que custa a acreditar que possa fazer tanto mal. Fica bem patente nesta experiência que o que vicía no tabaco não é tanto a sua substância estimulante. É mais a componente social e intemporal que o cigarro tem na vida metropolitana desde há mais de cem anos. Levar o cigarro à boca é chique. Expirar o volume cinza-dilatado é mágico e leva a uma conversa mais requintada.

É natural e óbvio que nenhum dos factores mencionados implica ou depende do outro.

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