Curativo natural para picadas de escorpião e outros animais
15/07/2010 | Category: Saúde, Utilidades | 8 Comments.
Hoje trago aos visitantes da Grotesca Lusitânia um curativo antigo, daqueles que só os nossos avós sabem (e que a maioria das farmacêuticas e instituições científicas desconhece), e que chegou até mim, justamente, pela minha avó.
O surgimento deste curativo na história da nossa família explica-se rapidamente: era miúda e andava a minha avó a apanhar azeitonas com as pessoas da sua terra natal (no Algarve). Ora, num pequeno buraco no chão, por detrás de uma azeitona, escondia-se um escorpião, que picou a minha avó no dedo mal sentiu que ela colheu a azeitona (a azeitona estava a encobrir o escorpião). Segundo ela conta, as dores eram intensas, e descreve-as como picantes e ardentes, “parecia que o dedo e o braço estavam a ser queimados, em chamas”.
Foi então que uma senhora de idade se aproximou e lhe fez o curativo que explico em seguida, apoiado com imagens, feitas por nós aqui em casa, mais de 40 anos após o sucedido. Espero que gostem e que vos fique na memória, para alguma altura da vossa vida em que vocês ou alguém à vossa volta precise de ajuda rápida e eficaz após a picada de um animal venenoso (escorpiões, abelhas, aranhas, etc).
Atenção: logo a seguir à picada, deve bloquear-se a zona, tentando retirar logo à partida algum veneno que possa ter ficado à superfície (exemplo: se for num dedo, apertar imediatamente o dedo, para tentar extrair algum sangue infectado com veneno, para minimizar as consequências da picada).
Material necessário
- 1 dente de alho (picado);
- 5/6 cabeças de fósforo convencional;
- 1 colher de chá de azeite;
- 1 pisador.

(material necessário em fotografia)
Procedimento (fotografias abaixo de cada passo)
1. Esmagar todas as cabeças de fósforo;

2. Pisar/esmagar/triturar muito bem o alho contra as cabeças de fósforo já raspadas;

3. Após tudo bem triturado, adicionar 1 colher de chá de azeite e voltar a misturar bem com o pisador;

4. Aplicar a pasta final numa compressa ou num guardanapo e aplicar directamente no local da picada, deixando permanecer o curativo até que a dores mais fortes parem.

E assim termina este artigo. Relembro que este curativo é artesanal e antigo; provém da sabedoria dos mais velhos. Não conheço o fundamento biológico para o facto de a combinação do fósforo, azeite e alho resultar neste rápido e eficaz curativo, mas sei que é efectivamente bom. Se foste picado por um animal venenoso, este curativo é o ideal.
Espero ter ajudado. Agradecimentos especiais à minha avó! :)
Tags: abelha, alho, aranha, artesanal, azeite, cabeça, cobra, como, cura, curativo, dores, escorpião, ferida, fósforo, medicamentos, método, mordidela, mordido, parar, picada.
Problemas e soluções
06/07/2010 | Category: Pessoal, Sociedade | 8 Comments.
Um dos erros que se vê na sociedade portuguesa, no global, reflectido nas decisões individuais de cada pessoa, é o de tentar remediar problemas, em vez de os resolver. De que serve varrer o lixo para debaixo do tapete, ou pôr um balde por baixo de um cano rebentado, se isso não resolve o problema? Na verdade, remedia o problema, adiando a sua solução. Só podemos afirmar que um problema está resolvido quando deixa, efectivamente, de ser um problema, uma preocupação que nos persegue. Quando podemos deixar descontraidamente de pensar no assunto, sabendo que o dever ficou cumprido.
Portanto, faz todo o sentido que não se protele a resolução dos problemas, e que se clarifique e resolva as querelas com rapidez e eficácia. Sempre que tiveres um problema, encara-o de frente, e não penses no quão terrível ou mau é. Pensa apenas onde começou, ou o que fizeste ou te fizeram para que ele surgisse, e no que podes fazer para terminar com essa mesma origem.
A única forma de resolver eficazmente um problema é atacá-lo no seu coração.
Tags: atacar, como, fonte, portugal, problema, raiz, resolver, Sociedade, solução, um.
It’s been a while
12/04/2010 | Category: Escola, Especial, Pessoal | 10 Comments.
Olá. Está aí alguém? Pode ser que algum dos meus leitores tenha continuado a visitar a Grotesca Lusitânia mesmo apercebendo-se do estado de imponderabilidade em que esta se encontrava.
Antes de prosseguir com a “novidade”, sinto-me no dever de pedir desculpa a todos os que participavam nas actividades do blog. Sei que qualquer justificação que possa dar para a ausência de escritos é insuficiente para desculpar tanta inactividade, mas… Acontece que desde 26 de Março (data do último post) tenho andado a trabalhar arduamente nos restantes quatro projectos que tenho em mente. Só? Não, também há aqui à mistura alguma preguiça e um toque de paixão.
Em poucas palavras, venho anunciar que para este 3º e último período tenho um forte objectivo em mente. Perceber Matemática. Durante os dois meses que se seguem vou dedicar-me quase exclusivamente à arte dos números, sendo uma opção estratégica deixar de escrever no blog durante esse tempo. Ainda no decorrer desse período pretendo afastar-me progressivamente da vida online, com vista a facilitar a concentração nas operações matemáticas.
Este blog fica oficialmente em estado catatónico até ao fim do ano lectivo, que culmina com o término do último Exame Nacional que realizar. Continuarei a ler, se tiver disponibilidade, as coisas que vocês escrevem (e por vocês entendo a fenomenal lista de blogs amigos que se encontra na barra lateral, entre outros por onde vou passando), mas sem a certeza de deixar um comentário.
Obrigado a todos os que me ajudaram a crescer através dos comentários e sugestões que deixavam aos textos que diariamente escrevia.
Um grande abraço.
Tags: a, arte, been, escolar, escrita, it's, lvsitano, marco, matemática, números, obrigado, parar, pausa, testes, while.
Porque é que devo utilizar os transportes públicos?
26/03/2010 | Category: Lifestyle, Sociedade, Tecnologia, Transportes Públicos, Utilidades | 5 Comments.
A questão que intitula o post continua a servir de mote para argumentos ad ignorantiam contra o recurso aos transportes públicos nas deslocações diárias.
Actualmente, há algum preconceito e medo em utilizar, por exemplo, os autocarros. Sendo um apologista e passageiro diário de vários transportes públicos, sinto-me na obrigação de esclarecer e ‘limpar’ os pensamentos dos leitores
Resumidamente, vou ilustrar-vos as grandiosas vantagens de utilizar os transportes públicos nas cidades que oferecem esta possibilidade:
- Recorrer aos transportes públicos constitui uma atitude amiga do ambiente.
Se tomarmos em conta que, em média, um carro particular apenas transporta uma ou duas pessoas por deslocação, e possui uma potência de aproximadamente 90 cavalos, rapidamente nos apercebemos que a poluição (se extrapolarmos para as dezenas de milhares de carros que entram e saem todos os dias das cidades) é imensa.
Um autocarro tem, em média, 300 cavalos de potência, conseguindo facilmente transportar 50 pessoas (35 sentadas, 15 em pé). As emissões poluentes que realiza, comparadas às de 40/45 carros que seriam utilizados se essas 50 pessoas se deslocassem em viatura particular, são muito inferiores.
Estudos de 2009 demonstram que um passageiro de um autocarro emite, por quilómetro, 30 gramas de CO2 para a atmosfera. Um passageiro numa viatura particular emite, por quilómetro, 150 gramas de CO2 para a atmosfera!
- Recorrer aos transportes públicos evita o congestionamento de automovéis nas entradas e saídas das cidades.
Um autocarro cheio (50 pessoas confortavelmente colocadas) consegue tirar mais de 30 automóveis das estradas. Os ganhos ambientais são óbvios, além da perceptível vantagem da maior fluência de trânsito nas vias afectadas.

(autocarro articulado: menos frequentes, mas com capacidade para mais de 100 passageiros)
Já o comboio e o metropolitano, além de não ocuparem espaço à superfície, conseguem transportar mais de 1000 passageiros numa composição, e são bastante frequentes (5 em 5 minutos novas composições, em hora de ponta).
- Recorrer aos transportes públicos pode ser divertido.

Sendo os transportes públicos uma forma de deslocação colectiva, além da possibilidade de conhecer novas pessoas, é fácil fazer viagens em grupos (colegas da escola, do trabalho, amigos, etc), o que torna as deslocações mais interessantes e proveitosas. Para quem viaja sozinho, é também possível ouvir música num leitor de MP3, ler uma revista ou um livro, enquanto se aprecia melhor a paisagem envolvente e os contornos da cidade.
- Recorrer aos transportes públicos contribui para uma vida mais activa.
Porque nem sempre há paragens de autocarro ou estações ferroviárias à porta, é necessário caminhar até chegarmos a uma artéria com boa variedade de transportes públicos. Dessa forma, combate-se o sedentarismo e o comodismo associados ao automóvel. Se forem como eu, então todos os dias é uma corrida para apanhar o autocarro a horas, uma vez que me demoro e chego sempre no limite de saída da minha carreira!
- Recorrer aos transportes públicos liberta espaço para outro tipo de áreas na cidade.

Hoje em dia, milhares de quilómetros quadrados em todas as cidades estão reservados para construir parques de estacionamento automóveis. Se a população em massa aderir aos transportes públicos colectivos, esses parques poderiam transformar-se em áreas verdes e os autocarros ganhariam mais corredores citadinos próprios nas grandes avenidas.
Ao contrário do que as pessoas pensam, andar de transportes públicos não tem muitas desvantagens. De facto, são muitas mais as vantagens, e é por isso que pretendo esclarecer alguns pontos.
- Recorrer aos transportes públicos pode prolongar a deslocação.
Salvo raras excepções, nas grandes cidades, a ligação entre dois pontos A e B pode ser feita de várias formas através dos transportes públicos. Se tal não for mesmo possível, e a deslocação demora muito tempo (por exemplo, mais de uma hora), então a utilização de viatura particular é um caso a ponderar.
- Recorrer aos transportes públicos pode ser desagradável.
Andar de autocarro, metro ou comboio só é desagradável quando algum passageiro não manifesta comportamentos de carácter cívico. Por exemplo, por vezes há passageiros que colocam a sua música em altifalante e todo o autocarro passa a “desfrutar” do que o autor do ruído está a ouvir, o que é incomodativo. Também há situações em que pode haver um passageiro ou outro com um cheiro menos agradável, o que seria de evitar.
No entanto, devo lembrar que estes acontecimentos são raros e fazem parte do domínio das excepções. Naturalmente, o civismo obtém-se através da boa educação e de uma formação adequada, pelo que é perfeitamente possível anular estes comportamentos.
Por outro lado, nas horas de ponta, pode acontecer que o autocarro/comboio/metro venha muito cheio, o que não facilita nem a entrada nem a viagem. Mas, como nos outros casos, com o hábito o passageiro vai adoptando estratégias que permitam uma deslocação eficaz e confortável.
- Recorrer aos transportes públicos obriga a horários.
Todos os meios de transporte públicos se regulam por horários de início e fim de carreira. Naturalmente que o passageiro se deve adaptar aos horários do seu transporte para o poder utilizar com facilidade, o que é fácil e se adquire com o tempo.
- Recorrer aos transportes públicos nem sempre é viável.

Claro que não. Se se quiser ir fazer compras ao hiper-mercado, por exemplo, ou ir efectuar uma visita empresarial, a deslocação em transportes públicos não é, como se deve calcular, viável. Como são situações pouco frequentes na semana laboral do trabalhador regular, aqui admite-se o uso de um transporte privado.
Conclusão
Hoje em dia, e falando pela minha experiência na área da Grande Lisboa, é um erro cívico não haver mais pessoas a deslocar-se em transportes públicos. Antes de criticar a melhor forma de deslocação, pensem que os transportes públicos só poderão melhorar e evoluir se houver mais e melhores passageiros. Não é o «transporte dos pobres», é o comportamento mais inteligente.
Tags: ambientais, ambiente, boas, coisas, consequências, desvantagens, devo, é, más, pôr, porque, públicos, que, transportes, utilizar, vantagens.
Limpar Portugal: uma experiência para repetir (Damaia, Amadora)
20/03/2010 | Category: Especial, Lifestyle, Sociedade | 8 Comments.
O dia começou cedo para os camaradas ambientalistas do nosso país. Um pouco por toda a área lusitana, o movimento cívico Limpar Portugal levou para a rua mais de 100 000 voluntários para ajudar a livrar o solo português das deposições de lixo ilegais e selvagens que ocupam algumas áreas urbanas e florestais.
Por cá, na minha freguesia, estabeleceu-se que o ponto de encontro seria a Junta de Freguesia da Damaia (concelho da Amadora). Às 09:00 já se encontravam cerca de 50 voluntários e escuteiros concentrados na sede da Junta. Rapidamente se definiu a ordem de trabalhos, sendo que logo se procedeu à distribuição do material essencial: luvas anti-perfurantes, coletes reflectores, t-shirts brancas, sacos para resíduos e diversas ferramentas de jardinagem para agrupar e recolher todo o lixo. Tivemos a preciosa colaboração da Polícia e Câmara Municipais da Amadora para cortar a Estrada Militar que delimita a fronteira Damaia <-> Reboleira e, assim, facilitar a recolha de lixo (auxiliada por um camião do município).
Chegados ao local, apercebemo-nos que a Estrada Militar destinada ao nosso grupo configurava um escuro e húmido bairro clandestino ao seu redor, capaz de provocar suores frios aos mais cautelosos, mas totalmente penetrável pelos destemidos exploradores damaienses. Desde logo nos foram dadas dicas de segurança: muito cuidado ao pegar em sacos de plástico fechados, atenção aos pregos e materiais cortantes que poderiam estar em pedaços de madeira e tijolo e, sobretudo, aos resíduos orgânicos em decomposição que poderíamos encontrar.
Com efeito, a variedade de lixo encontrado pelos participantes assevera a urgente necessidade de intervenção em zonas urbanas periféricas como este tipo de bairros problemáticos. A imundice de certos locais era tanta que, só eu, encontrei coisas como: partes de um esqueleto, minhocas, larvas, aranhas, sacos de terra contaminada, latas, garrafas, preservativos, troncos podres, latas de insecticidas e outro tipo de gases tóxicos, telemóveis, pilhas, baterias, televisões e, no geral, muito entulho. Houve momentos da recolha de resíduos em que pairava no ar um odor nauseabundo proveniente dos gases libertados pela matéria orgânica decomposta.

O Alexandre, sempre irrequieto, também se divertia com alguns objectos!
Não obstante do “trabalho sujo”, deu para conhecer pessoas muito interessantes durante esta acção de civismo. A cooperação entre os vários grupos de trabalho foi uma constante activa e muito salutar. A seguir ao almoço centrámos a actividade no amontoamento de lixo e entulho em zonas delineadas pelos coordenadores, para os camiões da Câmara posteriormente recolherem.

A inter-ajuda entre os membros contribuiu para uma maior eficácia na recolha.
Agora, chegado a casa e desejoso de um revigorante duche, sinto que cumpri o meu dever cívico de proteger o ambiente e de zelar pelo bem da minha população local. Espero que por todo o país se tenha conseguido juntar grandes aglomerados de pessoas para fazer face ao problema dos resíduos sólidos urbanos abandonados.

Por fim, um merecido momento de descanso por parte dos exploradores!
Obrigado aos grupos de escuteiros da Damaia que participaram nas actividades da nossa freguesia, bem como deixo as minhas felicitações aos escuteiros de Alfragide que, na sua generosidade, trabalharam connosco na difícil Estrada Militar e também noutros pontos-chave da freguesia.
Hoje contribuímos para um Portugal melhor.
ACTUALIZAÇÃO [20:17]: Segundo as estatísticas mais recentes, em todo o país foram recolhidas mais de 70.000 toneladas de lixo, o que equivale a 70.000.000 (setenta milhões de quilos). Espectacular!
Tags: acção, amadora, atitude, câmara, cívico, concelho, damaia, entulho, freguesia, limpar, lisboa, lixo, marco, movimento, municipal, plp, polícia, portugal, reboleira, recolha.
Ainda não tinha falado desta iniciativa aqui no blog, mas é já amanhã que o Projecto Limpar Portugal vai entrar em acção por todo o país.
O Limpar Portugal é um projecto nacional que conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República (Cavaco Silva) e que visa, no dia 20 de Março de 2010 (amanhã), iniciar uma massiva limpeza em vários distritos e concelhos de todo o país.
Os verdadeiros alvos desta nobre missão são os depósitos de lixo ilegais que existem espalhados um pouco por todas as cidades. Construtores civis que não compartimentaram o entulho e o lançaram à rua, rios de sacos de plástico que se acumulam próximo dos hipermercados, e lixo indiferenciado que muitos empresários e “cidadãos” não têm a cidadania de colocar nos contentores criados para esse efeito.
Para participar não necessitam de se registar em lado algum, uma vez que é trabalho voluntário, mas se preferirem, podem aceder ao website oficial para obter mais informações e juntarem-se ao grupo do vosso concelho. Se apreciaram a ideia e desejam contribuir para termos um país mais limpo, dirijam-se amanhã, por volta das 09:00, à Junta da vossa freguesia e verifiquem se está a ser organizado um grupo de trabalho para ir recolher lixo a zonas previamente marcadas.
Limpar Portugal é um objectivo de todos. Participa!
Tags: 20, amadora, amanhã, aterro, damaia, de, entulho, freguesia, grupo, junta, limpar, lixo, marco, organização, plp, portugal, projecto, sábado, trabalho.
Dilema do amor inconcretizável
19/03/2010 | Category: Pessoal | 4 Comments.
PS: É notório que não escrevia há mesmo muito tempo. Este texto ficou um bocado desorganizado e mal pronominalizado. Isto com a prática vai ao sítio. :)
Bem, parece que estou de volta. Peço desculpa pela loooonga ausência, mas tive uma semana complicada de trabalho e, agora que as férias já estão à porta, estou mais liberto para voltar a escrever.
Marco este regresso por uma reflexão que me tem ocupado o espaço psicológico-sentimental durante a semana: estando nós apaixonados por alguma pessoa com a qual sabemos que existe uma probabilidade ínfima de vir a desenvolver um relacionamento amoroso, o que devemos desejar quanto à continuidade da paixão? Isto é, estando eu apaixonado por alguém com quem sei que nunca me vou envolver, devo querer esquecer essa pessoa (tentar minimizar o sofrimento) ou devo alimentar esse fogo que arde sem se ver e continuar a imaginar o quão feliz seria se realmente pudesse comungar com a pessoa que amo os mais profundos sentimentos de paixão?
Quem está apaixonado sabe que esta é uma das questões interiores mais pertinentes que surgem, e é por este motivo que a resposta à pergunta que inicia este artigo deve ser feita tendo em conta as duas perspectivas capitais que regulamentam toda a nossa vida: a racionalidade e a emocionalidade.
Racionalmente, a hipótese mais consistente seria aquela que defende que se devem tentar eliminar os sentimentos amorosos que se têm perante a pessoa que amamos, uma vez que, pela lógica, não é válido estar a consumir tempo e energia com algo inalcançável. E porque a razão se ocupa de motivos materiais e utilitaristas, analisaria sempre o tempo investido na compreensão da paixão como “tempo perdido”, que poderia ter sido empreendido a estudar/trabalhar como forma de conseguir manter o tempo rentável.
Mas, como sabemos, é impossível ter apenas em conta apenas a racionalidade ou apenas a emocionalidade. Embora completamente distintas, elas coabitam no mesmo corpo e reagem em conjunto. Isto quer dizer que, por mais que tentemos fazer com que a pessoa especial não desperte em nós aquele palpitar acelerado da corrente sanguínea, nunca conseguiremos ignorar por completo que estamos profundamente apaixonados. Resta saber se vale a pena manter uma luta racional ou não.
Emocionalmente, o nosso interior diz-nos e obriga-nos a sentir a paixão fisica e psicologicamente de uma forma muito intensa. Por um lado, as reacções bioquímicas que se dão no nosso organismo estimulam a produção de adrenalina, o que resulta num grande estado de ansiedade e instabilidade. Esta é a forma da emocionalidade nos provocar a expressão física da paixão. Como se não bastasse, a emocionalidade tem duas caracterísitica peculiar: é ilimitada e transcendental, o que faz com que, mesmo que a razão nos diga que não é possível estabelecer uma relação com quem amamos, a emocionalidade ocupa-se de nos fazer sentir uma enorme esperança. Uma esperança que não nos deixa desistir de continuar a alimentar esse amor generoso e sem fim.
Conclusão: Quer a racionalidade quer a emocionalidade são capitais na deliberação das nossas atitudes. Como podemos perceber ao longo do artigo, uma interfere sempre na outra, o que só nos deixa uma opção inteligente a tomar em caso de paixão intensa: consolidar os aspectos positivos de cada uma das vertentes essenciais.
Assim sendo, temos que devemos vivenciar a nossa paixão ao máximo. Se não houver mesmo possibilidade de vir a estabelecer uma relação com quem amamos, então continuemos a viver o amor até que ele se esgote, já que é uma sensação tão arrebatadora e espectacular que não merece ser desprezada. Complementando isso, devemos deixar a racionalidade intervir na altura de gerir as atitudes que vamos ter ao vivenciar a paixão. Ou seja, vivê-la ao máximo, mas não fazer apenas isso. Continuar a viver uma vida normal, dando prioridade aos objectivos imediatos que nos podem assegurar um futuro mais auspicioso, e equilibrando com isso a experiência amorosa da paixão.
Tags: amar, amor, amoroso, dilema, experiência, fazer, impossibilidade, impossível, inconcretizável, não, o, que, relacionamento, viver.
Inauguração dos “bitaites”
09/03/2010 | Category: Bitaites | 4 Comments.
Não acho que o blog deva manter uma postura sempre formal, muito menos que tenha de escrever posts sempre longos. Às vezes vêm-me à cabeças situações ou frases estranhas, ou estúpidas, que não há mal em deixar aqui registado.
Por exemplo, e para começar, não é nada agradável cruzar as pernas (nesta posição) debaixo da secretária da sala de aula e sentir as pastilhas elásticas a roçarem na perna. Nunca achei muito higiénica essa atitude de colar pastilhas elásticas usadas sob o tampo da mesa. Quem sabe quantos anos já terão algumas delas…
Tags: bitaite, elástica, opinião, pastilha.
Prevenção rodoviária: abraça a vida, usa o cinto
08/03/2010 | Category: Multimédia, Sociedade | 3 Comments.
Não podendo escrever muito até ao final do 2º Período, por estar entupido com testes, hoje decidi partilhar um vídeo espectacular que encontrei hoje.
Enquanto me actualizava através das redes sociais em que estou inscrito, deparei-me com um dos vídeos mais bem sucedidos dos últimos dias. Teve a ajuda de uma eficaz divulgação, mas o mérito deve incidir principalmente na qualidade da mensagem transmitida: abraça a vida, usa o cinto de segurança.
Se quiserem ler a totalidade da peça no Jornal de Notícias, podem fazê-lo aqui. Destaco, no entanto, algumas passagens:
“Filmar na sala de estar de uma família, representa os sentimentos que muita gente equaciona no próprio carro, o qual representa um nível de segurança e protecção em relação ao mundo exterior (…) Quis dar tempo ao espectador para respirar e absorver a mensagem, por isso o uso da câmara lenta era a técnica ideal.”
“A chave para a criação deste filme era colocar o foco numa mensagem que não tivesse uma abordagem habitual de chocar e assustar a audiência.”
As duas passagens foram proferidas por David Cox, realizador do anúncio.
Na minha opinião, esta campanha será um sucesso social. Embora se foque no ambiente familiar, a protecção rodoviária toca a todos aqueles que utilizam o carro para se transportar no dia-a-dia. A mensagem mais importante do vídeo é, para além da recomendação do uso do cinto de segurança, a de que um gesto tão simples como viajar seguro no carro pode ser determinante em caso de acidente de viação.
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Novo projecto lançado: Pokémon Portugal
06/03/2010 | Category: Internet | 5 Comments.
Lembram-se do meu sentimento de paternidade? Embora sabendo que este é um website que não terá grande interesse para a maioria dos leitores, vou tomar a liberdade de o anunciar aqui, porque isso gera tráfego de links e ajuda-o a obter uma posição melhor nos motores de busca.
Coloquei online um dos projectos que referi nesse post, o Pokémon Portugal. Como se pode adivinhar pelo nome, o Pokémon Portugal é um website sobre Pokémon cujos conteúdos são produzidos inteiramente pela enorme comunidade portuguesa entusiasta deste fantástico jogo. Agora, para dar um breve insight de como foi o processo que levou à criação deste novo espaço, apresento-vos uma breve história.
A origem da comunidade portuguesa de Pokémon remonta a Março de 2007, altura em que foi criado o primeiro fórum de Pokémon em Portugal, o PokéFórum-PT. No entanto, algumas confusões, muitas vezes geradas pela imaturidade dos jovens membros, levaram a que um grupo isolado de utilizadores tentasse criar também a sua comunidade. Foi então que surgiu o Poké Planeta.
O Poké Planeta veio a revelar-se um excelente local de troca e partilha de conhecimentos. Num ambiente saudável e amigo, os membros viviam em paz. Contudo, passados 4 meses sobre o dia da abertura ao público, decido encerrar o projecto por falta de disponibilidade para lhe dar continuidade.
Alguns anos depois disso, antigos companheiros que tinha formado no PokéFórum-PT e no Poké Planeta sugeriram-me a hipótese de criar, de novo, um projecto Pokémon, mas desta vez apenas um site, sem fórum. E é então que, num ápice, me despacho a pôr o Pokémon Portugal em pé, em honra dos tempos passados, e pela saúde dos tempos futuros.
Actualmente, o conteúdo que o Pokémon Portugal serve é escrito e produzido pelos simpáticos e colaboradores membros do PokéFórum-PT, com quem este site formou uma parceria íntima.
Com o meu conhecimento técnico e internáutico, acredito que este website possa ter um futuro risonho. A comunidade do PokéFórum-PT tem sido determinante em fornecer os artigos, facto pelo qual lhe presto os mais sinceros agradecimentos.
Tags: abertura, artigos, fórum, guias, informação, lançamento, pokémon, portugal, português, projecto, site, tutoriais, website.




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