Aviso de ausência

Esta semana vou estar ausente da blogosfera. Tenho lido os novos comentários, mas sem tempo para lhes responder. No entanto, quando regressar, já em tempo de mini-férias de Carnaval, vou repor a actualidade na minha vida internáutica: ler e comentar os vossos posts, responder aos vossos comentários e escrever as postas em atraso.

As minhas desculpas a quem segue este espaço. Bons posts por aí, pessoal!

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Quiz pessoal – desafio 3

O Alexandre, do “Devaneios de um Adolescente“, lançou-me um desafio que consiste em responder a várias perguntas de cariz pessoal. É parecido com aquilo que algumas pessoas têm no “Sobre Mim” das redes sociais.

Ao que parece, o quiz provém do blog da Rita Moura, “Os (Des) Encontros“, a quem agradeço também a ideia inicial. Posto isto, passemos às respostas.

Tens medo de quê?
Tenho muito medo que os líderes das grandes potências mundiais não consigam chegar, em tempo útil, à conclusão de que o desinteresse pela protecção ambiental e a falta de aposta nas energias renováveis trará muito sofrimento para todo o planeta a médio prazo. Ah, e tenho também medo de não conseguir mudar isso.

Tens algum guilty pleasure?
É tão guilty que chega a ser ilegal. XD

Farias alguma “loucura” por Amor/Amizade?
Sim, faria alguma “loucura”. Já tenho feito…

Qual o teu maior sonho? [não vale responder: Paz, Amor e Felicidade ;)]
Que todas as pessoas se libertassem das suas algemas e depois ajudassem quem tem mais dificuldade em fazê-lo… Por uma partilha mais livre e espontânea.

Nos momentos de tristeza/abatimento, isolas-te ou preferes colo? [não vale brincar]
Isolo-me, sem dúvida. Prefiro sofrer sozinho do que transmitir as minhas energias negativas às pessoas à minha volta…

Entre uma pessoa extrovertida e outra introvertida, qual seria a escolha abstracta?
Idealmente prefiro pessoas que se mostrem, que se extrovertam. Mas abstractamente escolheria alguém introvertido, porque é mais interessante trabalhar com essa pessoa a fim de a libertar dos seus problemas.

Sentes que te sentes bem na vida, ou há insatisfação para além do desejável?
Sinto-me bem na vida e, sobretudo, comigo próprio. Gostava de ter mais possibilidades para adquirir objectos que ajudariam a minha vida a tornar-se melhor. E gostava de ser amado por quem amo.

Consideras-te mais crítico ou mais ponderado? (mesmo sabendo que há críticas ponderadas)
Por ser muito ponderado é que sou crítico!

Julgas-te impulsivo, de fazer filmes… paciente, ou…? (define o que te julgas no geral)
Sou calmo e paciente. Ouço as pessoas e esforço-me por compreender as motivações por detrás de todas as suas atitudes, bem como das minhas. Infelizmente, poucas vezes vejo isso retornado. Mas não é por isso que vou deixar de ser justo.

Consegues desejar mal a alguém e eventualmente concretizar? [responder com sinceridade]
Não. Não desejo mal às pessoas que considero más ou que necessitam de melhorar. Desejar-lhes mal seria um grande contracenso, pois se critico alguém por me tentar marginalizar, o pior mal que lhe posso desejar é que continue assim!
Desejo sempre o melhor a toda a gente, especialmente a quem não gosta de mim, porque parte da sua evolução passa por aceitar os outros tal e qual como são.

Contens-te publicamente em manifestações de afecto? (abraçar, beijar, rir alto…)
Depende da situação, obviamente. Entre amigos e família, não tenho problema nenhum em manifestar-me ostensivamente. Agora numa sala de aula, por exemplo, claro que me contenho porque existe sempre um clima de respeito e ordem que deve ser mantido.

Qual o lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?
Nenhum deles. O “orgulho” é um conceito estúpido e que, para mim, existe erradamente. Teimoso não, determinado. Quando insisto nalguma ideia é porque sei que tenho razão.

Casamento entre homossexuais e direito à adopção?
Sim, o casamento é um direito que está consagrado na constituição. Se é um direito para todos os cidadãos, esse direito não deve discriminar as orientações dos cidadãos em questão.
A adopção pode ser considerado um assunto mais sensível, mas esta desconfiança é injustificada. Uma criança adoptada requer um ambiente de tranquilidade e amor na casa dos pais adoptivos, bem como uma boa educação, e não é preciso ser muito inteligente para perceber que a criação dessas condições não depende da orientação sexual do casal educador.

O que te faz continuar o blog?
O sucesso de visitas e de comentários que tem… De facto, se o que escrevo não fosse lido, não era a mesma coisa.

O número de visitas ou de comentários influencia o teu blogue?
Sim. Fico muito excitado quando vejo que, estatisticamente, recebi mais visitas num certo dia. A posta mais visualizada é a da frenuloplastia, o que prova o quão importante foi a minha tranquilidade e abertura para os vários visitantes que precisavam de ajuda nesta área.
Os comentários são muito importantes para estimular o autor a escrever mais e mais.

Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria ela?
Ela já é muito boa. Bloggers muito heterogéneos em todos os aspectos: políticos, etários, ideais, pessoais, gráficos… :)

Deviam haver encontros de bloguistas? Caso sim, em que moldes? Caso não, porquê?
Sim, devia haver encontros de bloggers. Podia haver uma tarde dedicada à arte de bloggar uma vez por ano em que os bloggers mais influentes discursavam sobre os seus blogs e sobre as técnicas de promoção, bem como a organização de debates e tertúlias sobre temas interessantes.

Sabes brincar contigo mesmo e rir com quem brinca contigo? (sem ironias)
Sim, sei. Aceito todas as brincadeiras e gosto também de brincar. Só não acho muita graça quando são piadolas perjorativas e que pretendem denegrir a dignidade de mim como pessoa, mas não me deixo afectar por essas demonstrações de fraqueza intelectual.

Já agora, qual ou quais os teus piores defeitos?
Às vezes precipito-me e digo coisas que não queria dizer e que não considero ser verdadeiras.

E em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?
Dizem que escrevo bem e que tenho olhos bonitos. E que sou inteligente e esperto. Mas não se reflecte muito nas notas escolares.

Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?
Computador ultra-portátil.

Elogias ou guardas para ti?
Elogio, as pessoas merecem saber quando estiveram bem. E também critico construtivamente.

Tens a humildade suficiente para pedir desculpa sem ser indirectamente?
Sim. Não o fazer é admitir que não estou disposto a aprender com os meus erros.

Consideras-te, de grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?
Sensível e sempre romântico a maior parte do tempo, pragmático quando é preciso apresentar resultados objectivos e práticos.

Perdoas com facilidade?
Sim, as pessoas merecem novas oportunidades para aprenderem com os seus erros.

Passo o desafio a 4 blogs!
Segundo Andrey Amabov
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Croquete
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Roubar, o sabor de uma nova experiência

Ontem adquiri uma nova experiência, uma que poucos sentem no seu esplendor: roubar. Passo a relatar este momento.

No fim das aulas, cansado, enfastiado, decidi ir com dois colegas meus à Marroquíndia (nome de local fictício) para irmos comer qualquer coisa. Eles, o Mata-Bicho e o Venâncio (nomes pessoais fictícios), optaram pelo supermercado Minipreço.

Entrámos no recinto e começámos a ver quais os produtos alimentares que pretendíamos “adquirir”. Contámos o dinheiro: 1,77 €, já dava para alguma coisa. Enquanto escolhíamos alguns pacotes de bolachas e doces eu não conseguia parar de rir, tal era o estilo com que o Mata-Bicho metia os pacotes ao casaco! Ele, na sua postura sempre séria de quem faz compras honestas, não esboçou um sorriso até concretizarmos o acto, que executou de forma exímia.

No fim da aventura, já fora do supermercado, foi hilariante a descrição do que aconteceu lá dentro, nomeadamente da figura inútil do polícia que estava à porta, pelo qual passou um roubo sem que ele tenha desconfiado. No fim de contas, foi uma experiência muito interessante, mas que não vou repetir por ser contra os meus princípios éticos e morais.

Analisando bem, também sou culpado do furto uma vez que fui cúmplice, embora não tenha participado directamente no mesmo. Não me arrependo minimamente do que fizemos porque o considero um acto excepcional e que não vou repetir. Além disso, as cadeias de supermercados e hipermercados lucram milhões de euros todos os meses, pelo que não lhes será muito prejudicial este pequeno derrape nas contas. E pagámos metade do que levámos, por isso não é assim tão grave. Se eu fosse o Robin dos Bosques, preferia atacar agora com o “roubamos aos ricos para dar aos pobres”… Mas não é o caso.

De qualquer forma, gostava de deixar um agradecimento ao Mata-Bicho e ao Venâncio por me terem dado a oportunidade de experienciar o que é afinal “roubar”, na verdadeira acepção do verbo, à frente de polícias e com direito a sensores, em hora de ponta.

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Pessoalmente, muito satisfeito

Desde há uns anos que a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é prioridade de muitas associações e grupos hospitalares.

Inúmeras foram as acções de sensibilização, programas públicos e campanhas desde então. Um aliado de peso neste movimento cívico tem sido, claro, a Internet: Twitter, Facebook e YouTube contribuem em larga medida para a distribuição da mensagem.

O que me leva a escrever esta posta é um meio recentemente utilizado e que, na minha opinião, tem sido determinante a mentalizar os portugueses para o uso de protecção: os anúncios na televisão. Há uns meses foi emitido um destes anúncios, que era intitulado “5 motivos para não usar o preservativo“. O resultado é fascinante e a mensagem, mostrada forte e despida de eufemismos, alerta realmente para os perigos das DSTs e dá vários exemplos concretos das suas consequências. Aconselho vivamente que o vejam, é apenas 1 minuto.

O que vídeo que disponibilizo abaixo é da responsabilidade da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/SIDA e vem alertar para o uso do preservativo como forma de manter relações ocasionais e estáveis, desta vez entre os casais homossexuais masculinos.

Não posso deixar de manifestar o meu enorme agrado por haver uma associação com coragem para alertar e exibir um anúncio destinado aos milhares de casais homossexuais do país, que representam um dos maiores grupos de risco na transmissão do vírus da SIDA. Está um trabalho muito bem conseguido, que cumpre a proeza de tocar num dos assuntos quentes do momento sem danificar a moral e ética dos vários grupos da nossa sociedade.

Claro que haverá sempre algum fundamentalismo, mas isso passa.

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Tudo o que é excessivo é prejudicial… Até a água

Sempre ouvi dizer que “tudo o que é demais, faz mal”. Era algo que eu podia sempre comprovar. Quando comia muitos chocolates, à noite vomitava. Se apanhasse muito sol, queimava-me.

Desconfiava, no entanto: água a mais não pode fazer mal, afinal trata-se do néctar da vida, o mais esplendoroso suco da nossa existência.

Enganei-me.

(…) Uma mulher norte-americana morreu depois de participar num concurso promovido por uma estação de rádio: beber mais água sem ter de ir à casa de banho. Apesar de ter perdido o concurso, estima-se que a mulher tenha bebido cerca de 7,5 litros de água.

(…) Poucas horas depois a mulher morreu vítima de intoxicação aguda por água. O rápido consumo de água pode levar a um inchaço no cérebro, que pode parar de regular funções vitais como a respiração, de acordo com a BBC.

Fonte: IOL Diário

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Elaborar listas de tarefas

Desde o ano passado, quando iniciei o Secundário, que me vi obrigado a gerir melhor o tempo. Os trabalhos escolares eram muitos e exigiam organização e dedicação. Paralelamente surgiam outras actividades não menos importantes e havia que consolidar tempo para todas as necessidades. Foi assim que me iniciei nesta lógica produtiva de organizar as tarefas.

Uma lista de tarefas consiste numa simples listagem das tarefas ainda não cumpridas, como “Ir pagar o gás” e “Passar o caderno de Matemática”. Há quem as organize por ordem de importância ou por ordem de tempo que demoram a cumprir. Por exemplo, um “Ir levar a mana à escola” demora menos tempo que “Fazer o relatório de Química”.

É com base na minha experiência que aconselho todos os leitores a organizarem listas de tarefas para gerirem o que têm que fazer e quando têm que o fazer. Podem atribuir graus de importância às vossas tarefas e/ou organizá-las por tempo que demoram a cumprir, para facilitar. Há inúmeras ferramentas online que oferecem uma gestão destas “to-do lists”, mas não vou recomendar nenhuma porque muitas vezes é o próprio computador (jogos, internet, etc.) que leva a que não se cumpram as tarefas necessárias.

Nestes casos, não há melhor que um post-it, um papel ou, para quem quiser mais organizado, como eu, uma agenda.

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De onde vem o “rés-vés Campo de Ourique”?

É uma das frases mais recorrentes nos dias de hoje, mas será que se sabe de onde provém este dito?

Rés-vés Campo de Ourique” é uma expressão que se utiliza para indicar que algo foi concretizado quando tinha poucas hipóteses de o ser, ou quando estava à beira de falhar. Equipara-se a “por um triz” e “mesmo à tangente”.

A verdadeira origem do termo remonta a 1755, aquando do Grande Terramoto de Lisboa. O sismo, de magnitude 9 na Escala de Richter, ao qual se seguiu um violento tsunami, destruiu a totalidade da cidade de Lisboa, mas deixou o bairro de Campo de Ourique intacto.

A gigantesta onda deixou o fundo do Rio Tejo a descoberto e penetrou cerca de 250 metros da Baixa Lisboeta, matando 1000 pessoas. Já o sismo, que se estima ter feito 90 000 vítimas, atingiu todo o país, com maiores ou menores danos estruturais.

“Rés-vés Campo de Ourique” tem o seu significado no facto de esse bairro ter sido um dos poucos pontos da cidade de Lisboa que escapou à fúria sísmica e onde se puderam refugiar os milhares de desalojados e feridos que sobreviveram à tragédia. Futuramente, viria a tornar-se num dos mais influentes centros liberais do país, com diversas personalidades a participar (directa ou indirectamente) na Revolução Liberal de 1820, e onde se despoletou a Implantação da República de 5 de Outubro de 1910.

Para ler mais sobre este tema, clique em “Mostrar”.

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Uma pesquisa posterior levou-me a mais três possíveis origens para expressão que intitula esta posta. Segundo Marina Tavares Dias, no seu livro “Lisboa Misteriosa”, a expressão “rés-vés Campo de Ourique” remonta ao traçado urbano da Lisboa oitocentista: a circunvalação que traçava os limites da cidade passava dentro do próprio bairro de Campo de Ourique, na rua Maria Pia, pelo que o bairro era considerado, à justa (por um triz), parte de Lisboa. Quer dizer, rés-vés Campo de Ourique!

Outra definição aponta também para o Terramoto de 1755 noutra perspectiva: no sismo que abalou Lisboa a meio do séc. XVIII, os 35 arcos do Aqueduto das Águas Livres sobreviveram sem rachadura. Diz-se que ficam situados na junção de duas placas do Cretácio Superior, muito perto de uma falha sísmica, a de Campo de Ourique. Por isso se diz que quando alguma coisa escapou por milagre “foi rés-vés, Campo de Ourique” (é praticamente impossível alguma estrutura manter-se intacta junto de uma falha sísmica que teve actividade).

Por fim, a última definição, um pouco mais rocambolesca. Diz-se também que foi com o eléctrico 24 que fazia o percurso entre os Prazeres e o Largo do Carmo que esta expressão ficou ainda mais popular. A razão de tal popularidade deve-se ao facto de o eléctrico 24 roçar a esquina da Panificação (em Campo de Ourique!), pois colocando a mão pela janela, batia-se no edifício: era rés-vés Campo de Ourique!

(fonte desta última pesquisa: http://cyberteca.wordpress.com/2009/03/15/resves-campo-de-ourique/)

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Nacionalismo, o pseudo-patriotismo – parte #1

As diferentes facções político-partidárias fazem notar-se em todo o lado. Na escola, cada vez mais os alunos são coagidos com vista a estabelecerem a sua visão política.

Quer por parte dos colegas, da comunicação social ou até dos próprios partidos, é no Ensino Secundário que os estudantes são alertados para a importância do Estado (aqui entra a Filosofia) e para a determinação da sua orientação política.

Há uma corrente interessante que é a dos partidos nacionalistas. O nacionalismo é (devia ser…) a expressão do amor à pátria. No entanto, na prática geral e mesmo na Política do séc. XX, o nacionalismo transformou-se no patriotismo levado ao extremo.

Os nacionalistas costumam ter uma reivindicação que é prova do seu extremismo desmedido: manifestam a intenção de expulsar do países todos (ou quase todos) os residentes de nacionalidade estrangeira, referindo que eles são um dos problemas do país. Outros argumentos envolvem dizer que os imigrantes estão cá a “roubar o emprego aos portugueses”, são quem protagoniza a criminalidade e estão a “invadir o espaço habitacional” destinado aos portugueses.

Eu sou absolutamente contra este tipo de ideias primitivas. Acreditar que a cor das pessoas ou a sua origem é um factor determinante na definição da sua personalidade é uma ideia que só deriva da ignorância e do pobre conhecimento dos meios culturais de cada população.

Os nacionalistas que pensam que expulsar/proibir a entrada de pessoas estrangeiras em Portugal é a solução para os problemas do país demonstram a sua falta de patriotismo: só uma nação fraca foge das suas obrigações e problemas. Expulsar os “problemas” é sinal de falta de força intelectual para os resolver e apoia a minha tese da falta de consistência destes ideais.

A criminalidade é um problema que existe desde que existe a espécie humana. Está intrínseca em nós a luta pela sobrevivência, e se existe criminalidade, só significa que o país não é capaz de manter as condições de igualdade civil que a Constituição defende (há outras questões que não vou referir hoje). Os criminosos não podem ser generalizados pela sua cor ou origem. Cada caso é um caso. E os factores que levam a que um português cometa um crime são os mesmos que levam qualquer estrangeiro a violar igualmente a lei.

Queria concluir esta posta, não me querendo alongar mais, admitindo que conheço “pretos” (ou negros, se preferirem, não considero isto uma ofensa) espectaculares e também conheço pretos que são umas bestas. E também conheço muitos brancos nestas últimas condições. Por isso afirmo: o carácter de uma pessoa é definido, primeiramente, pela sua educação e pelo meio que o rodeia e, posteriormente, por si próprio. E nenhuma das fases do crescimento da personalidade humana é irreversível.

PS: Primeira experiência com o texto da posta “justificado” (opção de formatação). O que acham? Parece mais texto?

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O que é a Filosofia, afinal?

(artigo destinado a alunos do Ensino Básico)

Quando estava no 9º ano e a preparar a minha escolha de área para o próximo ano, apercebi-me que uma das disciplinas que constava em qualquer um dos domínios era a Filosofia. Então perguntei-me: mas o que será essa disciplina? É tão importante que mereça estar em cursos tão distintos com o de Ciências e Tecnologias e Artes, por exemplo?

Todas as respostas que obtia através dos amigos mais velhos eram insatisfatórias: “Esquece, é uma seca”, “É alta merda”, “Não vais gostar”, “Andas a estudar o que gajos pensaram há mil anos atrás”, “Obrigam-te a pensar como eles”… Nenhum sabia explicar-me ao certo do que é que se falava na aula de Filosofia, emitindo apenas as suas frustradas opiniões acerca desta área tão importante.

Agora sou eu que estou no Ensino Secundário e me encontro em posição de vos esclarecer, mentes flageladas pela dúvida. A Filosofia é essencialmente uma disciplina de pensamento. Não há fórmulas matemáticas nem conceitos científicos. Estuda-se a história do pensamento humano até à actualidade, nomeadamente as diferentes áreas do Conhecimento. A Filosofia divide-se em diversas áreas cujo objectivo é o mesmo: criar situações desejáveis e úteis para todos os seres humanos. É uma disciplina teórica para ensinar os alunos a olhar para o mundo de outra forma, a dar outro significado às coisas.

Alguma vez pensaste porque é que existe a Polícia? E porque é que um Governo controla um país? Alguma vez pensaste porque é que matar é crime? Já te interrogaste acerca da música, nomeadamente aquele feeling que se sente quando passa aquela música especial? A Filosofia ocupa-se de engendrar respostas para todos os dilemas sociais e da vida em humanidade.

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Blogs: a importância dos comentários

Antes de começar este blog houve um trabalho de pesquisa e exploração da blogosfera no sentido de descobrir a área em que iria incorrer com este espaço.

Já tinha tido outros projectos antes: administração do PokéFórum-PT e criação, manutenção e administração de um projecto meu, o Poké Planeta. Tive sucesso em ambos, mas o Pokémon deixou de ser uma área de interesse para mim em termos de desenvolvimento web.

Tive a ideia de começar um blog pessoal e pensei que iria obter o sucesso mais fácil: não precisar de estatísticas do Google e Alexa para sorrir.

Enquanto que uma comunidade depende dos utilizadores para se manter activa e útil, um blog só depende do seu autor para ser bem sucedido. Isto continua a ser verdade, mas com uma ligeira modificação que assimilei ao longo destes 4 meses de blogging: os leitores são extremamente importantes para o escritor. Sim, porque se o blog fosse uma ferramenta solitária, não precisaria de estar na internet. Nós, os autores, gostamos que outras pessoas leiam o que escrevemos.

Como se ler não fosse já moralizador o suficiente, adoramos quando comentam e se mostram de acordo ou contra o que escrevemos, iniciando a discussão saudável que diferencia os blogs públicos dos diários com cadeado.

Nessa medida, os comentários são fundamentais para a subsistência de um blog: dão ímpeto e força de vontade para o autor continuar a escrever e ajudam o espaço a manter-se actualizado nos motores de busca. Por isso recomendo: sempre que lerem um artigo online e gostarem (seja uma leitura casual, uma pesquisa, o que quer que seja), comentem!

Estão a dar um prazer redobrado aos autores. E da mesma forma que os autores apreciam ver o seu trabalho recompensado com as opiniões dos leitores, também os leitores agradecem um reconhecimento pelo tempo dispendido a comentar o blog: também é muito importante responderem aos comentários feitos pelos visitantes no vosso blog.

Só com esta relação autor «-» leitor um espaço online pessoal pode ter sucesso. Portanto, leitores, comentem os vossos blogues preferidos. Autores, respondam a quem comenta o vosso blog, mais que não seja para atraírem o leitor a voltar ao vosso blog e… Quem sabe para poder vir a tornar-se um leitor frequente.

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